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Uma Vida Inteira Pra Plantar e Pra Colher Luz

   

No ano passado eu recebi um telefonema de uma grande editora me pedindo para fazer a biografia de Marina Lima. Diante de tanta responsabilidade repassei o email para a própria cantora que disse... sim ! Dali em diante muitas emoções em diversas tardes que passamos juntos onde Marina discursou sobre coisas dessa vida e dessa arte. Tudo isso se transformou no livro “Maneira de Ser”, um caderno de afetos que teve sua tiragem esgotada em um mês e que volta agora numa segunda edição. Para comemorar e confirmar todo esse sucesso foi criado este show, concebido por Márcio Debellian, um verdadeiro agitador cultural e parceiro de Marina na concepção final do livro. Apesar do roteiro de caráter retrospectivo (com exceção do rock eletrônico “Partiu” candidata a hit e com um arranjo criado em parceira com o cantor e produtor paulista Adriano Cintra), o show está bem longe de nostalgias e lugares comuns. Transformando o Tom Jazz numa arena eletrônica onde luzes vermelhas piscam ao ritmo das canções, Marina, junto com Márcio, realiza um dos melhores shows de sua carreira. E o público agradece comparecendo em massa, fazendo a temporada ser estendida por mais duas semanas. Aliás, a plateia de Marina já é um acontecimento: jornalistas, povo de moda, descolados em geral que confirmam ser ela um eterno catalisador de novas tendências.

Marina está cada vez mais linda ? Está, sim senhor. Vestida pra matar num pretinho básico ela arranca suspiros e gritos durante o show inteiro. Tendo como auxilio luxuoso um chapéu panamá preto na canção “O Chamado” e um blindado óculos escuros em “Prá Começar”, Marina gosta de encenar canções como sempre demonstrou em shows emblemáticos como “Sissi na Sua” e “Primórdios”. Neste “Maneira de Ser”, ela contracena com uma grande tela onde são projetadas imagens de sua história como o encontro com Tom Jobim e trechos do documentário “Marina – Todas ao Vivo”. Relembrada com muita emoção durante nossas conversas para o livro, a canção “Pseudo Blues” de Nico Rezende e Jorge Salomão gravada no álbum “Virgem” de 1987, aparece com destaque no repertório acendendo novamente versos potentes como “O certo é incerto, o incerto é uma estrada reta / De vez em quando acerto, depois tropeço no meio da linha”. No bis, Marina abre seu coração ao recitar a frase escrita por Caetano Veloso em 1971 e que tão bem a define hoje: “eu sigo apenas porque eu gosto de cantar”. Os momentos felizes de Marina Lima não estão no passado nem no futuro, estão no agora. Portanto, corra para o Tom Jazz.

 

P.S.: Na saída compre todas as camisetas !